O documentário que mudou os meus hábitos alimentares + 2 primeiras semanas da nova alimentação

maio 28, 2018


Estou há duas semanas sem comer carne! Escrever essa frase ainda me surpreende, juro. Já tem muito tempo que eu simpatizo bastante com a causa vegetariana e tenho muita vontade de me unir nesse propósito. Ainda estou MUITO longe disso, ainda existe muito trabalho a ser feito, muita evolução, muita pesquisa, mas a gente tem que começar em algum lugar, certo? Pois bem, comecei tirando a carne, frango, todas as carnes processadas e hoje vou te contar como isso aconteceu.

Primeiro você precisa saber que, apesar de eu ter essa vontade de me tornar vegetariana, eu achava que não conseguiria, justamente por eu ter sido criada como muitas das pessoas no Brasil, que estão habituadas e se alimentar de arroz, feijão e carne TODO SANTO DIA! Por isso, quebrar esse ciclo me parecia algo muito distante!

Até o bendito dia em que eu pedi dicas de documentários pra vocês lá no instagram (@karolgoncalvesblog). Comecei a assistir aos que foram indicados para fazer posts pra vocês. Eis que um deles foi o What The Health, que tem a proposta de discutir a relação entre alimentação e doenças. Sabe aqueles momentos decisivos em que você sabe que sua vida vai mudar de verdade? Assistir a esse documentário foi um desses momentos pra mim.

Não vou contar muito sobre a obra, justamente pra instigar quem ainda não viu. Entretanto, posso adiantar que o autor se dedicou a realmente examinar e investigar o elo entre as doenças, o mercado farmacêutico e a alimentação. Ele se debruçou em pesquisas, em contatos com órgãos oficiais e algumas das suas descobertas foram assustadoras e alarmantes. 

Fica muito claro nesse documentário a falta de cuidado na preparação dos alimentos que levamos para casa e, por isso, ficamos completamente sujeitos às doenças das mais variadas espécies. Sem contar que nos tornamos escravos do sistema farmacêutico que não está muito preocupado com a cura de enfermidade. Além disso, perto do fim, somos apresentados a cenas realmente chocantes de animais, de industrialização e, inclusive, de resultados de pessoas enfermas que passaram a ter uma alimentação baseada em vegetais.

Eu fiquei bastante impactada com tudo que vi e resolvi conversar com meus pais sobre. Para minha surpresa, eles decidiram com bastante facilidade que queriam uma mudança também. Então, no dia 14 de maio nós começamos a nos alimentar sem carne vermelha, sem frango e sem carnes processadas. Ainda não percorremos todo o caminho de retirar a alimentação animal da nossa vida. Ainda comemos ovos uma vez na semana e peixe também uma vez na semana (aos domingos). 

Acredito que retirar a carne vermelha e o frango já foi um grande passo na nossa vida, já que era algo presente todos os dias nas nossas vidas. Diminuímos a quantidade de ovo e peixe também para, quem sabe, parar de vez também. Mas estou evitando colocar pressão para me tornar isso ou aquilo. Quero ir com calma e ir fazendo aquilo que me fizer bem. Essas são decisões que tem um impacto direto em toda a nossa vida e estou orgulhosa por estamos trilhando esse caminho. Ainda há muito a percorrer, mas o importante é prosseguir sempre e isso já estamos fazendo.

Preciso dizer que essas duas semanas tem sido muito agradáveis por diversas razões. Uma delas é porque está reinando aqui em casa entre eu e meus pais a sensação maravilhosa de estar cumprindo um novo desafio, criando um novo hábito, descobrindo novas receitas, novas formas de reinventar nossa alimentação. 

Outra razão diz respeito à leveza que estamos sentindo no corpo. Sabe aqueles sintomas de má digestão, "empachamento", causado pelo tempo elevado que as carnes precisam para completar a digestão? Então, nunca mais nos sentimos assim. Os problemas de intestino também deixaram de ser uma dificuldade. A sensação é de muita leveza mesmo, não sei explicar de outra forma.

Claro que nem tudo é pura mágica. Numa cidade pequena, encontrar lugares que possuam uma diversidade de alimentos capazes de se enquadrar à sua realidade tem sido difícil, entretanto, estamos avançando bravamente e valorizando cada vez mais a alimentação vinda da terra

Essa situação de greve também tem sido um desafio, porque os legumes e verduras foram os primeiros a acabar nas prateleiras de mercados. Além de toda a preocupação geral que a greve tem gerado, esse novo estilo de alimentação também foi prejudicado. Entretanto, seguimos confiantes. Achamos uma abóbora maravilhosa hoje (que já estava acabando) e trouxemos pra casa logo, rs.

Por enquanto, tem sido uma experiência revolucionária e incrível. Ainda não senti falta da carne ou do frango, pra ser bem sincera. Estou sentindo a liberdade de recomeçar, sabe? Não sei se é assim com todo mundo, mas estou me sentindo renovada e tem sido tão agradável saber que estou sendo gentil com meu corpo, que não estou ingerindo alimentos muito difíceis para ele lidar.

Claro que, como eu tô sempre dizendo, ainda há um longo caminho a percorrer. De qualquer forma, vim dizer que estou muito empolgada e que recomendo o documentário para todas as pessoas. Não na intenção de impor um estilo de vida, longe de mim! Mas é com a intenção de disseminar informação, afinal, independente do estilo de vida, informação é poder e, nesse caso, poder de mudança!

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2 comentários

  1. esse documentário é sensacional! eu que sou vegetariana fiquei com ainda mais vontade de virar vegana depois de ver; e além de falar de alimentação tbm fala de industria farmacêutica, que é msm uma máfia feita para nos deixar doentes

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    1. Ele é sensacional mesmo! Mudou completamente a minha vida!!! Que bacana que você é vegetariana!

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