5 dicas para você estudar para um concurso que não estava nos seus planos (a segunda vai parecer óbvia, mas você não pode deixar passar)

abril 15, 2018


Da última vez que conversamos sobre concursos públicos (você pode ler todos os posts sobre o tema aqui), o assunto foi a escolha. Acontece que nesses posts estávamos falando de um plano a longo prazo, em que você analisa seu perfil, seus sonhos, aquele trabalho que você gostaria de exercer e traça um plano para alcançar aquele cargo específico.

Nesse post eu recebi um comentário muito interessante falando que as vezes a gente escolhe, mas a oportunidade nunca aparece, seja em função de não abrir esse concurso na sua região ou por qualquer outra razão que te impeçam de seguir no caminho da sua escolha. Nesses casos, você acaba tendo que partir para provas que até então estavam fora da sua zona de escolha.

Achei que seria interessante a gente discutir aspectos do estudo para esses concursos que não necessariamente seriam sua primeira escolha. Apesar de eu ter bem definido na minha mente o caminho dentro dos concursos que eu pretendo seguir, aconteceu comigo também essa coisa de ter que escolher algo diferente por que era o que tinha no momento.

Não há como negar que a preparação é diferente! Uma pessoa que pensa em se preparar para Tribunais e cargos no Judiciário e de repente se vê tendo que prestar concurso para as carreiras policiais, precisa ajustar alguns pontos. O mesmo acontece com preparações para o Legislativo e para o Judiciário. E foi exatamente isso que aconteceu comigo.

Sempre quis Tribunal (lá no meu instagram de estudos consta no perfil: FOCO TRIBUNAIS, rs...), mas tenho preferência por duas regiões que acabaram de ter prova. Nesse ínterim, surgiu um concurso para o legislativo que eu achei que seria interessante, mesmo não mantendo qualquer relação com os cargos que eu gostaria de exercer.

Ao analisar e comparar os editais, entendi que alguns aspectos eu não poderia negligenciar de maneira alguma e teria que me acostumar com algumas diferenças. Gosto de lembrar que eu não sou profissional da área, o que eu falo passa longe de ser regra, eu só compartilho aqui as minhas impressões, falando como alguém que também está aprendendo todo dia e que está do mesmo lado que vocês!

Adianto que muitas ou talvez todas essas dicas também são adequadas e até indispensáveis para QUALQUER preparação de concurso. Entretanto, quero destacar que no caso desse post em específico, essas dicas tem um apelo especial, considerando que estamos diante de um cargo que nunca foi seu objeto de análise e de uma prova que nunca foi seu objeto de estudo!


ENTENDA AS DIFERENÇAS ESTRUTURAIS DAQUELA FUNÇÃO/CARGO


Uma vez eu vi o Fernando Mesquita falar algo que eu não nunca tinha escutado ou sequer pensado. Ele dizia que se você vai fazer um concurso de Tribunal, por exemplo, você deve entrar no site da Instituição, se familiarizar com o ambiente, ver as notícias que eles geralmente publicam, entender os posicionamentos geralmente adotados. Enfim, mapear aquele órgão, cargo e função. Segundo ele, muita gente negligencia essa tarefa.

Parando pra pensar no que ele falou, primeiro concordei com o fato de negligenciar completamente esse aspecto, até porque nunca tinha pensado nisso. De alguma forma, essa dica dele se enquadra perfeitamente nesse caso de você precisar fazer um concurso que não é exatamente o que você pensou para a sua vida.

Entender aquele cargo, olhar o site daquela instituição, pesquisar quais as funções que você pode vir a realizar vai gerar uma intimidade que você nunca experimentou, afinal aquele concurso não estava nos seus planos. Nesse momento, saímos da zona do desconhecido e, portanto, do temido.

Digo isso porque por vezes, até mesmo de forma não intencional, temos medo daquilo que não conhecemos. Então, quando sair aquela oportunidade que nunca tinha passado pela sua cabeça, tome a iniciativa de procurar entender aquele cargo, procurar pontos que te façam perceber que ele pode ser ideal para você e isso certamente vai te auxiliar na preparação.



VAI PARECER ÓBVIO, MAS... NÃO DEIXE DE ESTUDAR OS EDITAIS ATENTAMENTE!


Por mais estúpida que pareça essa dica, você vai precisar redobrar sua atenção nesse caso. Até aqui você estava acostumado com um estilo de edital, de regras, de informações. Entretanto, por estarmos falando de uma prova que você não está familiarizado, você vai precisar analisar os editais anteriores e o atual com precisão cirúrgica.

Na minha situação, que eu contei no começo desse post, me impressionou a diferença entre o edital do Judiciário e do Legislativo. Vou te dar alguns exemplos e você vai perceber que a análise do edital nunca foi tão importante.

Primeira diferença que eu notei foram nos aspectos que dividiam os cargos. Em edital de tribunal nós temos cargos separados pelo grau de instrução do candidato (nível médio, nível superior ou alguma formação específica), além de cada cargo possuir funções completamente diversas. No Legislativo (pelo menos no edital que era meu objeto de análise), temos cargos iguais (analista, por exemplo) e o que os diferencia são os temas com os quais o indivíduo vai trabalhar. Então, temos analista para a área de política, analista para a área de cultura e por aí vai.

Quanto ao conteúdo, também encontrei MUITAS diferenças. Nos cargos do Legislativo, o Português tem ainda mais importância e a razão disso é óbvia e advém da própria natureza do cargo. Não bastasse, percebi que o Legislativo tem conteúdos muito menores que os cargos de Tribunal, com ênfase nas matérias clássicas de Direito Público dos concursos (Direito Constitucional e Administrativo).

Esses são apenas alguns dos pontos de diferença que eu encontrei nas minhas pesquisas. De qualquer forma, o que eu pretendi destacar aqui é que mesmo a leitura do edital já sendo medida indispensável para qualquer preparação, nesse caso você vai ter que lidar com estrutura diferente da que geralmente está acostumado. Então, vale fazer uma análise aprofundada, destacar os aspectos diferentes para você e tornar aquilo mais familiar.


AS VAGAS PODEM SER DISTRIBUÍDAS DE FORMAS MUITO DIFERENTES, MAS NÃO DEIXE ISSO TE DESENCORAJAR!

Pode acontecer de você estar acostumado com certas Instituições que geralmente abrem concurso com muitas vagas disponíveis ou com poucas vagas e com cadastro de reserva que geralmente é muito bem utilizado no histórico de concursos anteriores. Ao decidir partir para um concurso que você nunca imaginou, você pode se deparar com distribuição completamente distinta de vagas.

Aconteceu comigo o seguinte: acostumada com Tribunais que por vezes tem costume de chamar muitas pessoas, por oferecer muitas vagas ou possuir cadastro de reserva vasto, me assustei com editais diferentes que possuíam pouquíssimas vagas e sem cadastro reserva. 

Inclusive, estou estudando para um concurso que tem apenas uma vaga para o cargo que eu quero! Não deixe isso te parar ou te desencorajar. Claro que concursos com muitas vagas são mais atraentes, as chances são maiores e isso não será negado aqui. Só estou dizendo que se você realmente deseja aproveitar aquela oportunidade por qualquer razão que seja, não deixe que o número de vagas te desencoraje!


SOBRE A PREPARAÇÃO PROPRIAMENTE DITA: POTENCIALIZE A DUPLA MILAGROSA NO SEU PLANEJAMENTO!

Eu costumo chamar de dupla milagrosa o estudo conjugado de lei seca e questões! Claro que eles são indispensáveis em qualquer preparação, mas nesse caso específico é interessante que você potencialize e vou explicar o porquê.

Quando você está estudando para um concurso que você escolheu e se planejou pra ele há algum tempo, pode ser que você tenha como separar um dia só para simulado e questão, de forma que você não resolva questões todos os dias. Pode ser que você não faça leitura de lei seca todos os dias também. As possibilidades são infinitas para quando você tem TEMPO.

Geralmente, quando você se dispõe a fazer um concurso que não estava no seus planos é por que o edital já saiu ou está perto de sair e você percebe que seria uma boa oportunidade. Isso significa que você provavelmente não tem o mesmo tempo que teria numa preparação a longo prazo.

Diante dessa realidade, é muito importante que você se prepare com foco naquilo que é muito importante que são as questões e a lei seca. A leitura da lei é basicamente o que cai em prova e as questões são o que te permitem colocar em prática e testar seus conhecimentos. Por experiência própria, essa duplinha é a chave da aprovação e eu grito isso em alto e bom som sempre que posso.

Assim, na minha opinião, é muito importante que você construa um planejamento que te permita estudar a letra da lei e fazer questões direcionadas para a sua prova e para a sua banca todos os dias!


AINDA SOBRE O SEU PLANEJAMENTO: SEPARE AS MATÉRIAS POR ORDEM DE IMPORTÂNCIA E NÃO SE ESQUEÇA DOS CONTEÚDOS NOVOS!

Pra finalizar, vamos com duas dicas em uma! 

Ainda sobre a questão do tempo, não podemos esquecer de verificar a importância de determinada matéria na prova, que está diretamente ligada ao número de questões. O seu planejamento, ao levar isso em consideração, vai permitir uma organização voltada para o que cai mais, o que tem mais peso, te ajudando no controle do tempo!

Claro que você não pode negligenciar as matérias que são estranhas pra você. Por exemplo: se de repente você se depara com um concurso para carreiras policiais, você vai precisar reforçar sua atenção nas matérias relacionadas a penal e processo penal, caso o seu foco anterior não tenha sido esse.

Se você não estava acostumado a estudar esses conteúdos, eles vão requerer um pouco mais da sua atenção. Então, as duas dicas se resumem a planejar a sua preparação de forma a explorar aquilo que é mais importante e dedicar um pouco mais de tempo naquilo que ainda é estranho para você.

Essas foram as minhas considerações sobre o tema, pessoal. Espero que te ajude de alguma forma na preparação para o seu concurso! 

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