Sobre 2018 e retornos

janeiro 24, 2018



"Até os melhores falham algumas vezes, até as palavras erradas parecem rimar, fora da dúvida que enche a minha mente, eu acho que de alguma maneira eu e você colidimos".

Esse é um trecho de Collide, música que eu ouvi bastante na adolescência e pensava em muitas coisas relacionadas ao amor. Vou te confessar uma coisa: nada como o tempo pra mudar todas as perspectivas da sua vida. Falo isso porque escutei novamente essa música recentemente e a sensação de retorno que ela me transmitiu ficou martelando na minha cabeça.

Nesse momento, quando escuto esse trecho, imagino que muitas coisas podem vir a acontecer (a falha dos melhores, a rima das palavras erradas e as constantes dúvidas na minha mente), mas de alguma forma, a despeito de todas as mudanças, algumas coisas sempre voltarão a colidir.

Talvez eu esteja ainda impressionada com A Insustentável Leveza do Ser, último livro que eu li antes de escrever esse post, que constrói uma narrativa desconexa baseada no Eterno Retorno de Nietzsche. Em breve exposição, este é um pensamento conflagrado pela reconstrução dos atos que estariam fadados à repetição, ou seja, literalmente o retorno eterno dos acontecimentos da vida.

Se você conseguir ultrapassar essa viagem filosófica que está acontecendo nesse post, vai conseguir entender que talvez eu esteja acreditando no eterno retorno entre a escrita e eu.

Digo isto porque eu idealizei esse blog no final de 2014 e dei início a esse projeto em 2015. Na época eu queria mostrar para o mundo as coisas que eu tinha escrito e deixava escondido no computador por medo de me arriscar. Eu também queria inspirar pessoas como fui inspirada por seres incríveis que conduziram sua arte com maestria. 

Durante o ano de 2015 eu me empenhei nisso. Escrevi contos, contei histórias (dos outros e minhas), falei de música e de livros, talvez meus dois temas preferidos no mundo. Entretanto, em 2016, grandes responsabilidades bateram na porta. Eu estava no último ano da Faculdade de Direito, fazendo OAB e escrevendo o Trabalho de Conclusão de Curso. 

Em 2017, sendo o primeiro ano após a faculdade, dei lugar aos desesperos da vida de advogada recém formada, porque era o que eu precisava fazer no momento. Deixei a arte de lado e meu erro esteve exatamente aí. Acontece que a arte é uma companheira muito mais fiel do que eu e me esperou durante todo esse tempo em que a vida adulta me chamou e me ocupou, mas não me fez feliz.

E aqui voltamos ao Eterno Retorno. No final de 2017, assim como no final de 2014, idealizei novamente esse projeto de ter um blog. Um olhar frio sobre tudo que eu estou te contando, pode fazer parecer que estou mesmo fadada às repetições que Nietzsche descreveu lá nos anos 1800. Mas vou te contar uma coisa: podemos estar até presos nessa realidade repetitiva, só que garanto não ser a mesma que eu era lá em 2014 e esse projeto certamente não é o mesmo que ele foi.

Significa dizer que, muito embora os acontecimentos se repitam, você é livre para se reinventar e é exatamente isto que está acontecendo aqui!

Nós vamos continuar falando sobre livros e sobre música? VAMOS! Eu vou continuar escrevendo sobre as coisas que estão passando pela minha cabeça? VOU SIM! Mas faremos de uma forma diferente agora. Você sempre vai poder encontrar aqui um lugar para fazer questionamentos, para aguçar seu intelecto, pra te fazer pensar. Não vamos simplesmente deixar os livros e as músicas passarem pela gente, nós passaremos por eles também, trazendo algo de artístico, cultural e maravilhoso que a arte sempre tem a oferecer.

Pode não parecer tão relevante pra algumas pessoas. Mas pensa bem! Se a gente realmente é resultado dos livros que lemos, músicas que ouvimos e pessoas que amamos, boa parte daquilo que nos molda como seres humanos é arte. Logo, não podemos negligenciá-la, mas sempre trazê-la pra perto. Te convido pra fazer isso comigo.

Tenho também outras ideias e novos projetos para esse blog. Um deles é o Direito Literário! Finalmente vou parar de separar esse dois aspectos da minha vida: o jurídico e o artístico. Por isso, alguns dos livros que eu ler serão analisados sob a ótica do Direito e eu pretendo que seja uma experiência engrandecedora para todos nós.

Vamos recomeçar! Os posts antigos estão arquivados e pretendo republicar alguns dos mais visitados e mais queridos por vocês, afinal a intenção não é apagar nada do que já foi escrito, mas sim trazer uma nova roupagem, mais instigante e inteligente.

Então é isso, pessoal. Vamos colidir comigo, a escrita a arte e tudo de lindo que há para ser visto nesse mundo? Conto com você pra continuar comigo todos os retornos que a vida tiver reservado para nós, eternos admiradores das novas chances.

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