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domingo, 19 de junho de 2016

Resenha: O que há de estranho em mim

Título original: Sisters in sanity. Editora: Arqueiro. Páginas: 214.

Olá, pessoal. Concluí ontem a leitura de "O que há de estranho em mim" e resolvi fazer resenha para vocês. Esse é o primeiro livro da Gayle Forman que eu li, apesar de ter ouvido falar muito de "Se eu ficar" e "Eu estive aqui". Inclusive essa obra foi a primeira ficção escrita pela autora. Mas vamos ao que importa.

"O que há de estranho em mim" conta a história da Britt, uma adolescente que está passando por diversos problemas familiares. O seu pai casou novamente e nossa personagem principal não suporta a madrasta. A mãe de Britt sofre de esquizofrenia e a protagonista não sabe sobre o paradeiro dela. Enquanto tenta lidar com essa situação, Britt toca numa banda chamada Clod, que é a maior alegria dos seus dias.

O livro inicia com o pai levando Britt para uma suposta viagem ao Grand Canyon. Acontece que, na verdade, ele está levando a filha para interná-la em uma espécie de reformatório para garotas problemáticas. O pai de Britt apenas a abandona lá e a adolescente fica transtornada e culpando a madrasta por ter convencido seu pai a fazer aquilo.


O local onde Britt ficou internada se chama Red Rock. O reformatório possui regras bem rígidas e é dividido em seis níveis. As garotas começam no nível um, onde não tem direito a usar sapato, mas apenas um pijama. Conforme vão subindo de nível, vão conseguindo ter um pouco mais de acesso a determinadas coisas. Acontece que bastava uma pequena violação às regras para que as garotas fossem rebaixadas de nível novamente, fazendo a estadia lá se tornar um ciclo vicioso e eterno.

A alimentação do local era da pior qualidade, a educação era ruim e as garotas eram forçadas a fazer terapia em grupo onde elas tinham que falar coisas horríveis umas para as outras. Os profissionais não tinham qualquer qualificação e o local era uma verdadeira violação a todo e qualquer tipo de direito que aquelas garotas tinham. Ocorre que os pais não faziam ideia do tratamento que as garotas recebiam.

Quando Britt começa a conviver com as garotas, logo consegue fazer amizade com algumas delas, apesar da tentativa constante das autoridades do local de impedir que isso aconteça. Juntas as "irmãs" vão descobrir que não há nada de errado em ser exatamente que elas são e vão tentar fazer todo aquele sistema colidir para que possam ser livres novamente.

Essa basicamente é a visão geral da obra. A autora quis passar uma mensagem sobre como o diálogo é necessário entre pais e filhos. Tratou também sobre a necessidade de compreender a adolescência e as peculiaridades de cada jovem ao invés de ver tudo como um problema a ser corrigido. Forman deixou evidente em alguns diálogos como deve existir confiança em uma relação entre familiares.

Como foi o meu primeiro contato com a autora, posso dizer que a escrita dela flui de forma agradável. No entanto, a obra veio com muitos erros de português e de digitação e, como leitora, me sinto desconfortável ao ler um livro que, aparentemente, não foi revisado. Além disso, não posso dizer que gostei do livro. A partir do meio fiquei até curiosa para saber sobre o final, mas não consegui me identificar com personagem nenhum, nem me emocionei em momento algum com aquela situação.

Eu senti que Gayle quis escrever sobre algo importante, mas no final ficou parecendo um filme de sessão da tarde sobre cinco amiguinhas fugindo da supervisão dos adultos. A situação no internato era séria, mas as personagens não foram construídas com a mesma seriedade. Quando li o título e decidi comprar, pensei que a autora iria aprofundar no drama de cada personagem. Iria ter uma carga emocional sobre o que cada uma das garotas realmente achava que tinha de errado com elas. 

Nada disso aconteceu. O que houve foi uma descrição rasa sobre cada uma. Não dá pra escrever sobre drama, sobre o que há de estranho em alguém, sendo raso nas descrições. Além disso, quando alcançamos o ápice do livro, o final se desenrolou com tanta rapidez que quase não deu para digerir os acontecimentos. 

Ainda assim, foi uma leitura fácil, sem grandes referências ou carga emocional. Se você gosta de obras com pouco drama e que pareça aventura de amigas na sessão da tarde, talvez consiga gostar dessa leitura. Para aqueles que, assim como eu, gostam de dramas mais elaborados, com descrições profundas sobre os personagens, não aconselho fazer essa leitura. De qualquer forma, o bom é que esse mundo tá cheio de gente com os mais variados gostos. A obra não me agradou, mas nenhuma opinião é absoluta, então, se você gosta da Gayle ou gostou desse livro, comente aqui embaixo, porque eu adoraria ver outro tipo de posicionamento.

Esse é o post de hoje. Espero que tenham gostado. Beijos no coração,

2 comentários:

  1. Karol, obrigada pelo carinho lá no meu blog. Adorei a visita.
    Amei a resenha do livro, fiquei super curiosa para ler mais.
    Já estou te seguindo...
    Beijinhos ❤
    http://www.alecanofre.com/
    https://www.youtube.com/alecanofremakeup/

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  2. Oi, Carol!
    Menina que surpresa boa você ser de Salvador! Adorei saber que tem mais blogger por aqui.
    Sobre esse livro me parece muito interessante. A premissa é legal, mas Tenho receio de ler essa autora depois de ter lido "Se eu ficar" - confesso que tenho uma preguiça sem fim desse livro. E sua resenha não tão positiva só ajudou a não ter tanta fé na ideia de ler esse livro.

    Prefiro dramas mais tensos e tocantes.
    Bjão.
    Diego, Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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