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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

RESENHA: Maze Runner - Correr ou Morrer


Título: Maze Runner - Correr ou Morrer | Autor: James Dashner | Editora: V & R | Páginas: 426

Tomas acorda dentro de um elevador em movimento e não faz ideia do que está fazendo lá. Quando o elevador alcança seu destino, ele é recebido por vários outros garotos e a única memória que tem é a de seu nome. 


Acontece que todos os garotos que estão naquele local, chamado Clareira, estão na mesma situação: só lembram de seus nomes e tentam descobrir o que estão fazendo lá. Mas não é só isso: a Clareira é rodeada por muros que se abrem pela manhã e fecham a noite. Atrás dos enormes muros está o labirinto e todos os dias os garotos tentam desvendar os mistérios dele. Só que todas as noites, quando os muros se fecham, as paredes mudam de lugar, tornando-se um eterno desafio para os prisioneiros!

As regras são sempre as mesmas: a cada 30 dias chega um novo garoto, os meninos só lembram-se de seus nomes, eles recebem comida e outros itens pelo mesmo elevador e tentam desvendar a saída pelo labirinto. Acontece que a chegada do Thomas é um fator determinante, já que a partir daí as coisas começam a mudar. A primeira delas é que antes dos 30 dias desde a chegada dele, o elevador traz uma nova pessoa e dessa vez é uma garota!

Os garotos sabem que existe algo/alguém os controlando. Além disso, há criaturas horrendas e perigosas no labirinto. Logo, os desafios são incontáveis e as dúvidas são cada vez maiores. No que diz respeito à premissa do livro, só posso comentar até aqui.

Algo que se destacou pra mim na obra foi a organização dos garotos. Eles criaram uma sociedade dentro da Clareira, onde as tarefas eram divididas e cada uma tinha um líder. Por exemplo, alguns garotos eram responsáveis pela segurança, então a categoria tinha um líder. Os responsáveis pela alimentação também tinham um líder. Os da saúde e cuidados médicos também. Cada um desses líderes tinha participação nas decisões tomadas na Clareira. E todos eram liderados por um garoto específico.

A construção é tão bem feita e a ordem é tão valorizada que facilmente nos esquecemos que aquelas pessoas são apenas garotos. Esse fator mostra crescimento dos personagens diante da situação em que foram forçados a encarar.

Tomas, nosso personagem principal, não é idealizado a princípio, o que me agradou muito. Ele toma algumas decisões duvidáveis que acabam dando certo e por isso ele ganha maior destaque na relação com os outros garotos. É um garoto corajoso, muito companheiro e fiel também. Em alguns momentos mais avançados na leitura, ele me pareceu idealizado demais, mas tudo tem uma razão ao final.

Todos os personagens tem uma forma de se destacar e você acaba se apegando a alguns deles. Personagens cativantes é uma característica de excelentes obras. E esta é uma delas. 

Creio que eu tenha apenas uma crítica. O desenvolvimento do livro foi tão impecável, a cada página eu queria mais e pensava em teorias de como aquilo ia terminar, se os meninos encontrariam a saída. Cada elemento de descoberta que o autor dava, levava minha mente em um milhão de possibilidades. Em nenhuma das possibilidades que imaginei, encontrava um lugar para a garota! Achei uma personagem extremamente desnecessária. Não sei se ela terá alguma participação mais significativa nos próximos livros, mas no primeiro fiquei com a ideia de que ela só servia por causa do acesso à informação que tinha. Tirando esse privilégio, que até agora eu não entendi porque o autor concedeu a ela, a garota era completa e absolutamente descartável!

Fiquei me questionando, sabe? Será que ela estava ali só para um romance em potencial? Porque se foi, nem pra isso ela serviu. Talvez seja apenas uma resistência da minha parte, mas se todo mundo chegava lá com a memória perdida, como e porque ela teria que ficar naquele transe? Eu gosto de saber o porquê das coisas. E não entendi porque o James Dashner colocou a Teresa (o nome dela, diga-se de passagem). Sem contar que gostava mais dela dormindo que acordada. Não cativou.

A própria descoberta do grande mistério por trás de tudo, talvez porque estava sendo muito aguardada, foi um pouco fraca pra mim. Mas eu tenho consciência que pode ter sido por causa da expectativa. De qualquer forma, a obra me agradou muito. O desenvolvimento do livro foi incrível e viciante. Vale a pena ler!

E vocês, já leram? Pretendem ler? Me conta nos comentários. Beijo no coração!

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